PETROLÂNDIA, com 6.413 habitantes segundo o CENSO do IBGE de 2000, é conhecida como a CIDADE SORRISO do alto vale do Itajai, por sua gente amiga, simpática e hospitaleira. Sua história foi sendo construída ao longo dos anos, com muita determinação, bravura e capacidade de seu povo.


 

LOCALIZAÇÃO NO ESTADO

O distrito sede do município encontra-se no centro-leste do estado a uma latitude de – 27,53528 graus Sul e uma longitude de – 49,69806 graus Oeste. Sua distância de Florianópolis, a capital do Estado, é de 180 Km por meio rodoviário.

 

 

INSERÇÃO REGIONAL

PETROLANDIA está situado, na microregião de Ituporanga, composta de 6 (seis) municipios, Atalanta, Petrolândia, Ituporanga, Chapadão do Lageado, Imbuía e Vidal Ramos, que fazem parte também da AMAVI  - Associação dos municípios do Alto Vale do Itajai.

O município possui estreita ligação com Ituporanga e Rio do Sul, mas precária Ligação rodoviária também está ligada ao Planalto Serrano,  com o município de Otacílio Costa.

Os principais centros urbanos em sua proximidade são: Ao Norte, Atalânta e Ituporanga; Ao Sul  Bom Retiro e Otacílio Costa; a Leste  Chapadão do Lageado; e a Oeste  Otacílio Costa e Agrolândia.

 

ASPECTOS GERAIS

Com a primeira denominação de Petrolândia foi de Alto Perimbó, que  em 01 de julho de 1934, passou a ser Distrito de Bom Retiro. Em 1948 quando foi emancipado o Município de Ituporanga, passou-se a chamar de Distrito de Perimbó, que na linguagem indígena quer dizer “buraco de pedra”.

 

 

O nome PETROLÂNDIA originou-se pelo fato de que na época da criação  do município a Petrobrás, encontrava-se nas proximidades, com aparelhos de pesquisa de petróleo, sendo   realizadas na localidade de Rio Galego, divisa com Serra dos Alves.

A área onde se localiza PETROLANDIA, ao longo do Rio do Perimbó, teve seus primeiros moradores do Planalto Serrano eram, gaúchos  e catarinenses.  Foi em  1915 a chegada das primeiras famílias de origem alemã, vindas do sul do estado.

A área total do Município é de 316 Km² e atualmente ainda composto por dois distritos: Distrito Sede e o de  Rio Antinha. O Distrito sede possui uma área de 1,74 Km² e a altitude média é de 410 metros acima do nível do mar.

Pelos dados do Censo Demográfico do IBGE de 2.000, PETROLANDIA possuía uma população de 6.413 habitantes, desse total 28% (1.827 hab) corresponde a população urbana e 72% (4.586 hab) a população rural. A densidade demográfica do município é de 20,54 hab./Km2.

 

LIMITES MUNICIPAIS

 

Segundo a Lei 837 de 26 de julho de 1.962, de criação do Município de PETROLÂNDIA os seus limites eram o seguinte:,

Artigo 3°  - O  município de Petrolândia passará a integrar a comarca de Ituporanga, e terá as seguintes divisas:

Com o município de Ituporanga – Inicia nos contornos da Serra Geral, na mais alta cabeceira do Rio do Salto até a Barra Geral com o arroio dos Batistas, subindo este até a mais alta cabeceira e após em linha sêca até encontrar as nascentes do Arroio Chico e por este até a Barra do Salto, com o Rio Três Barras, descendo pelo mesmo até a foz dos Rios Indaiá e Três Barras, descendo pelo mesmo até a foz dos Rios Indaiá e Itajai do Sul e dali, por linha sêca e reta até a foz do Rio Antinha e Perimbó, dali seguindo pelo divisor formado pelos Rios Perimbó e Braço do Perimbó, segue pelo travessão e divisor geral dos Rios Barra Nova e Maracujá até encontrar o despenhadeiro da Serra do Pitoco. Dali segue rumo oeste, pelos peraus da serra do Pitoco até o divisor de águas entre os Rios Dona Luiza e afluentes do Rio Trombudo. Deste ponto segue rumo a Leste pelo Divisor dos Rios Dona Luiza e afluentes do Rio Trombudo e Rio Areias, até encontrar a linha divisória da concessão das terras Jensen S.A.

            Com o Município de Agrolândia – Inicia-se nas mais altas nascentes do Rio Carrapato, seguindo por uma linha reta as cabeceiras do Rio Dona Luiza e afluentes do Rio Trombudo e Rio Areias até o ponto de partida da linha divisória da concessão das terras Jensen S.A .

            Com o município de Lajes – Inicia nos contornos da Serra Geral, nas mais altas cabeceiras do Rio do Salto, seguindo pela Serra Geral até encontrar as mais altas nascentes do Rio Carrapato.

 

 


NOVOS LIMITES MUNICIPAIS

De acordo com a Lei Estadual n° 11.340 de 08.01.2000, publicada no Diário Oficial n° 16.328 de 10.01.2000, Que dispões sobre a consolidação  das divisas Intermunicipais do Estado de Santa Catarina.

O município de PETROLANDIA teve as seguintes alterações:

·         A01 – Nova área do Município de Petrolândia 305,03 Km².

·         A02 – Antiga área do Município de Petrolândia  260,01 Km².

·         A03 – Área incorporada do município de Otacílio Costa 69,15 Km².

·         A04 – Área cedida ao município de Agrolândia 16,59 Km².

·         A05 – Área cedida ao município de Atalânta 7,75 Km².

·         A06 – Área incorporada ao município de Agrolândia 0,20 Km².

 

PETROLÂNDIA

As atuais divisas intermunicipais do município de Petrolândia,

A – Com o município de ATALANTA:

Inicia na nascente do arroio dos Garcias (coordenada geográfica aproximada – c.g.a. lat. 27o 28’ 04” S. long. 49o 45’ 46”W). na serra do Pitoco, segue pelo divisor de águas entre o arroio dos Garcias e o Rio Maracujá até encontrar a nascente de um afluente da margem do Rio Maracujá (c.g.a. lat. 27o 28’ 22”S, long. 49o 45’ 32”W); desce por este até encontrar o travessão de terras da Linha  Maracujá (c.g.a.  lat. 27o 28’ 31”S., long. 49o 44’ 39” W); segue por linha seca e reta até o Marco de Divisa – MD no  704 (c.g.a. lat. 27o 28’ 26” W), na rodovia municipal que liga as localidades de São Miguel e Barra Nova; segue por linha seca e a reta até  o M.D. no  703 (c.g.a. lat. 27O 28’ 01”S, long. 49o 42’ 42” W), na rodovia municipal que liga as localidades de Ribeirão das pedras e Barra Nova;  segue por linha seca e reta até o M.D. no  702 (c.g.a. lat. 27o 27’ 37” S, long. 49o 41’ 26” W), na rodovia municipal que liga as localidades do Ribeirão Matilde e Barra Nova; segue por linha seca e reta até o M.D. no  676 (c.g.a. lat. 27o 27’ 31” S, long. 49o 40’ 28” W), no divisor de águas entre o ribeirão Braço do Perimbó e Rio Perimbó.

B – Com o município de ITUPORANGA:

Inicia na divisa das terras das Cias Jensen e Bertolli, no divisor de águas do Ribeirão Braço do Perimbó , M.D. no  676 (c.g.a. lat. 27o 27’ 31” S, long. 49o 40’ 28” W), segue por este até o ponto de cota altimétrica 426m, M.D. no  677 (c.g.a. lat. 27o 27’ 02” S, long. 49o 38’ 56” W); segue por linha seca e reta até a foz do rio Antinha no Rio Perimbó (c.g.a. lat. 27o 27’ 06 S, long. 49o 38’ 12” W); segue por linha seca e reta, passando pelo M.D. no  678 (c.g.a. lat. 27o 28’ 02” S, long. 49o 36’ 15” W), até a  foz do rio Indaiá no Rio Itajai do Sul (c.g.a. lat. 27o 28’ 38” S, long. 49o 34’58” W); segue pelo divisor de águas dos rios Indaiá e rio Itajai do Sul, passando pelos  pontos altimétricos 537, 634, 616 e 569m, até a nascente de um afluente da margem esquerda do rio Três barras (c.g.a. lat. 27o 32’ 52” S, long. 49o 36’ 55” W); desce por este até sua foz no rio Três Barras (c.g.a. lat. 27o 32’ 51” S, long. 49o 36’ 15” W);  desce por este até a foz do arroio do Chico (c.g.a.  27o 32’ 58” S, long. 49o 36’ 00” W); sobe por este até a nascente, M.D. no  679 (c.g.a. lat. 27o 34’ 01” S, long. 49o 34’ 01” W), no ponto de cota altimétrica 618m; segue pelo divisor de águas entre o arroio dos Batistas e o rio Três Barras até a nascente do arroio  dos Batistas, M.D. no  680 (c.g.a. lat. 27o 34’34”S, long. 49o 36’50”W), desce por este até sua foz no rio Salto Figueiredo (c.g.a. lat. 27o 34’15”S, long. 49o 35’29”W).

C – Com o município de CHAPADÃO DO LAGEADO:

Inicia no arroio  dos Batistas, no rio Salto Figueiredo (c.g.a. lat. 27o 34’ 15”S, long. 49o 35’29” W), sobe por este até sua nascente (c.g.a. lat. 27o 37’03” S, long.  49o 37’ 26”W).

D – Com o município de BOM RETIRO:

Inicia na nascente do rio Salto Figueiredo (c.g.a. lat.27o 37’ 03” S, long. 49o 37’26” W), desce pelo rio Tabuinhas, até sua foz no rio Invernardinha; desce por este até a foz de um afluente seu da margem direita (c.g.a. lat. 27o 39’17” S, long. 49o 43’ 46”W).

E – Com o município de OTACILIO COSTA:

Inicia no rio Invernardinha, na foz de um afluente seu da margem direita (c.g.a. lat. 27o 39’ 17” S,  long. 49o 43’ 46” W), sobe por este até sua nascente no ponto de cota altimétrica 1.065m (c.g.a. lat.27o 38’ 39”S, long. 49o 44’ 16”W), no morro da Invernardinha; segue pelo divisor de águas entre afluentes da margem esquerda do rio Palheiro, passando pelos pontos de cotas altimétricas 995 e 890m, até a nascente de um afluente da margem esquerda do rio Palheiro (c.g.a. lat. 27o 36’17”S, long.49o 44’ 40”W),  desce por este até sua foz no rio Palheiro ( c.g.a. lat. 27o 35’ 41”S, long. 49o 45’ 01” W); desce por este até a foz de um afluente seu da margem direita (c.g.a. lat. 27o 35’ 42” S, long.49o 45’ 23” W); sobe por este até sua nascente (c.g.a. lat. 27o 35’ 21” S, long. 49o 45’ 41” W); segue pelo divisor de águas entre afluentes da margem direita do rio Palheiro, até encontrar a nascente do córrego Cachoeira (c.g.a. lat. 27o 34’ 51” S, long. 49o 45’ 50” W).

F – Com o município de AGROLÂNDIA:

Inicia na nascente do córrego Cachoeira (c.g.a. lat. 27o 34’ 51”S, long. 49o 45’ 50” W), na serra Geral, segue pelo divisor de águas entre o ribeirão da Garganta, de um lado e os rios da Barra Nova e de Dentro, do outro, até encontrar a linha dos taimbés da serra do Pitoco; segue pela linha dos taimbés até encontrar o arroio dos Garcias (c.g.a. lat. 27o 28’ 18” S, long. 49o 46’ 08” W); sobe por este até sua nascente (c.g.a. lat. 27o 28’ 04” S, long. 49o 45’ 46” W), na serra do Pitoco.

 

ASPECTOS FÍSICOS TERRITORIAIS

A análise dos aspectos físicos-territoriais do Município é de fundamental importância para a compreensão de uma série de fenômenos urbanos que são afetados pelo suporte físico do sítio urbano.

 

3.1. GEOLOGIA

A geologia do município é uma forte condicionante do desenvolvimento urbano, pois determina as áreas que possuem estabilidade suficiente para suportar construções e as áreas que são geologicamente instáveis e sujeitas a erosão e deslizamentos. A geologia também determina o potencial econômico de extração mineral de um município e a fertilidade do solo.

A constituição geológica de PETROLANDIA é composta por quatro formações distintas:

·         Grupo Passa Dois, Formação Rio do Rasto;

·         Grupo Passa Dois, Subgrupo Estrada Nova, Formação Teresina;

·         Grupo Passa Dois, Subgrupo Estrada Nova, Formação Irati;

·         Super Grupo Tubarão, Grupo Guatá, Formação Palermo.


SOLOS

Quanto a formação do solo, é a passagem para o planalto serrano, onde encontramos o grupo de montanhas que separam um complexo de formas do modelado, com características dadas pela dissecação,  com encostas, separadas por cristas onduladas  marcam a paisagem, e com cotas altimétrica mais baixas em direção a Ituporanga, apresentando solos com aptidão agrícola restrita para culturas de ciclo curto e/ou  longo, na maior parte do município. Apresenta ainda uma faixa no sentido leste oeste, que separa o planalto da planície , sem aptidão agrícola, a não ser em casos especiais, indicado para a preservação da flora e da fauna ou para recreação.

No início do planalto encontra-se aptidão Boa, Regulara e Restrita, para silvicultura e / ou pastagem natural.

 

RELEVO

PETROLANDIA possui um relevo acidentado, com superfícies planas e onduladas, com altitudes médias de 500 metros, atingindo o ponto mais alto de 1.308 metros, na  Serra do Faxinal na parte sul do Município, isolando a parte sul do município. A  área urbana localizada em um fundo de vale, as margens do Rio Perimbó, possui ampla área de expansão urbana. A principal característica do relevo é dada pela seqüência de tabuleiros dispostos de formas subparalelas. Esta formação se dispõem, em quase todo o município, com exceção  do sul do município que apresentam gradativamente as mais altas serras, em direção ao planalto serrano.

O ponto culminante do Município encontra-se na Serra do  Faxinal, variando de 1089 a 1308 metros de altitude e localiza-se na divisa do município de Petrolândia e Otacílio Costa. A serra Grande com aproximadamente 1000 metros de altitude. Serra do Pitoco, variando de 890 a 921 metros de altitude e localiza-se no Rio de Dentro e Serra da Barra Nova..

No vale do Rio Perimbó, ora estreito, ora largo, seu  relevo dominante os esporões rochosos, os limites das Serras e as formações colinosas que emergem do seu piso chato. Nestes vales é que se desenvolveu a ocupação do território, seja com urbanização, seja com agricultura

 

HIDROLOGIA

O município de PETROLANDIA situa-se na Bacia do Rio Itajai do Sul, sendo banhado pelos seguintes rios: Rio Perimbó, Rio Indaiá, Rio Antinha, Rio Barra Nova, Rio de Dentro, Rio do Jango, Rio Maracujá e Rio Alto Três Barras.

O Rio Perimbó, que corta o município no sentido Sul-Norte, é extremamente sinuoso em seu curso. Suas águas são predominantemente límpidas e cristalinas até os aglomerados urbanos, a partir de onde sofre contaminação por dejetos e entulhos, grande parte dos lixos tóxicos é depositado nas ribanceiras, nas valas ou jogando indiscriminadamente no solo. O uso incorreto de agrotóxicos polui o solo e os rios, colocando em risco a saúde de toda a população.

Destacam-se na região 14 microbacias do Rio Perimbó, sendo seus: Rio Caçador, Rio da Barra Nova, Rio Maracujá, Rio Londrina, Rio Galego, Rio de Dentro, Rio Horácio, Rio Palheiro, Rio Córrego dos Mineiros, Rio Fachinal do Tigre, Rio Corrente, Rio do Jango e Rio Antinha.

O município de Petrolândia, possui ainda outras duas importantes bacias, do Rio Indaiá e Rio  Três Barras.

Um dos pontos marcantes do Município é a Represa Kölping (Olinkrafit) na localidade de Serra Grande, com altitude de 880metros, na base da Serra do Faxinal, juntamente com a Serra do Tanque que faz divisa com o município de Bom Retiro. Ocupando a área de 0,753Km2 possui um perímetro de 12Km, sendo formada pelos Rios Fachinal do Tigre, Rio dos Mineiros.

As enchentes e enxurradas ainda estão bem vivas na memória da população. A última enxurrada de maior grandeza, aconteceu em abril de 2001; onde várias pontes e bueiros que dão acesso a diversas localidades do município danificando cabeceiras ou destruídas pelas forças das águas. Isto se deve por não haver no município um mapeamento das micro-bacias e das áreas inundáveis, com este estudo, o município poderá realizar um acompanhamento das vazões e poder minimizar as perdas devido as cheias e enxurradas.

O relevo do Município, em sua maior parte, converge suas divisas para o interior do Município, por este motivo, PETROLANDIA encontra-se praticamente protegida contra elementos externos, como por exemplo  da poluição hídrica, pois a nascente dos rios  Perimbó,  Antinha, Indaiá,  Barra Nova, de Dentro,  do Jango,  Alto Três Barras são dentro dos limites do Município, ficando desta forma, sob o controle de Petrolândia a ocupação e proteção de suas nascentes.

CLIMA

O clima de PETROLANDIA, é subtropical úmido, e temperado úmido, com verões quentes apresentando uma temperatura média entre 10° C e 20° C.  A pluviosidade média anual varia de 1.600mm a 1.800mm. De acordo com as estatísticas, ocorrem raros temporais com granizios. Na estação do inverno, ocorrem com freqüência as geadas.

 

VEGETAÇÃO

PETROLANDIA está situada originalmente no inicio do planalto, mas com a classificação de dois grupos florestais: A floresta de preservação e o subdistrito florestal Celulósico.

A Floresta de preservação caracterizada por sua formação tropical, sendo, em aspectos gerais, um prolongamento da faixa florestal que acompanha a costa brasileira.

Esta floresta é a classe de formação mais complexa do sul do país, de grande força vegetativa. apresenta condições excepcionais para desenvolver grande variedades de formas de vida. Mas, é conveniente esclarecer que, embora a região seja uma fabulosa indústria de biomassa, não significa que possa reconstituir naturalmente a floresta típica com o mesmo padrão anterior. Somente após longos anos (de 80 a 120 anos) poderá se obter cópia da floresta anterior.

Mesmo assim, a região foi submetida a um intenso processo de devastação da cobertura florestal,  para extração de madeiras, abertura de novas áreas agriculturáveis. Assim, atualmente, a floresta original está reduzida a manchas no mapa, segundo levantamentos do Instituto de Pesquisas Ambientais da FURB  e em locais  de difícil acesso.

A grande área abatida é ocupada por agricultura, parte foi recoberta por reflorestamento, sendo as espécies mais empregadas o pinuus e o eucalipto.

Comparando-se o levantamento elaborado pela IPA da FURB sobre a área cobertura vegetal de floresta de preservação, percebe-se a grande devastação da floresta. Mas por outro lado ainda que numa escala quase insignificante, detectamos, iniciativas privadas que recuperaram, faixas ao longo dos rios, com vegetação nativa, uma delas é o PROJETO DE RECUPERAÇÃO DA MATA CILIAR RIO DE DENTRO PETROLÂNDIA, numa inciativa de alunos da Faculdade de Ecologia da UNIDAVI – Ituporanga, “O objetivo é estimular a consciência da necessidade de preservar as matas ciliares e recuperar as margens ribeirinhas dos cursos d’água recompondo as mesmas”. Com reuniões realizadas na comunidade, sobre a importância do projeto, e com uma área experimental o projeto torna-se realidade.

 

MEIO AMBIENTE

PETROLANDIA é um município que possui condições para preservação ambiental, uma vez que os principais rios do município recebe poluição apenas do município de Petrolândia, parte das encostas das serras que constituem as divisas municipais permanecem com grande parte de cobertura vegetal, sendo também parte da vegetação, formando uma paisagem de exuberante beleza, com predominância do verde na linha.

 

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

A degradação ambiental que eventualmente ocorre no Município pode ser causada por basicamente por esgotos sanitários, depositados diretamente no rio; açougue; lixo tóxico proveniente de embalagens de agrotóxicos; postos de lavação de veículos, com escoamento direto para o rio; lixo domestico, depositado nos rios e em terrenos baldios;  dejetos de safras de cebola e fumo; criação de suinos no perímetro urbano.

Não existe no Município a obrigatoriedade de algum tratamento de efluentes para indústrias, fazendo com que estas despejem os resíduos líquidos diretamente ao rio. Quanto ao esgotos domésticos, ainda não há um sistema de  tratamento de esgotos residenciais coletados na  cidade, sendo despejado, In natura, nos rios e ribeirões. Na área urbana parte utilizam-se de fossas sépticas com sumidouros ligados a rede pluvial ou então ligados diretamente a valas e rios. Já na área rural, as ligações são feitas diretamente aos córregos ou valas.

A situação do abate dos animais já não preocupa, uma vez que existe a Lei Municipal n° 878 – de 25/05/98, que  Institui o Regulamento do Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de origem animal, no Município de Petrolândia.

 

 

ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS

 HISTÓRICO

O espaço geográfico que viria a ser PETROLANDIA em 1934 era conhecido como distrito de Alto Perimbó, que então passou a ser distrito de Bom Retiro, depois fazia parte de Ituporanga e emancipado   em 1962 que deu origem a PETROLANDIA .

Horário Coelho e Jango Rodrigues foram os pioneiros.

 

 

DESENVOLVIMENTO

Perimbó era um prospero distrito do Município de Ituporanga, era ligada a Cidade de Ituporanga por meio de linha direta de ônibus.

A Iluminação elétrica da localidade de Perimbó era fornecida pelas industrias do Sr. Júlio Martins, que construiu uma usina hidroelétrica, no alto da Serra Grande, funcionando ainda hoje, e toda a geração é enviada para as Industrias Igaras SA (Fabrica de papel e papelão em Otacílio Costa). Para a construção da usina, foi desviado parte de curso do rio Pinheiro, por um canal, aproveitando o grande peral, gerando a energia. Para a  geração de energia foi construída uma represa ocupando a área de 0,753Km2, formando um dos mais belos recantos do município.

Em Petrolândia, encontram-se as famosas águas sulfurosas, que efetuaram inúmeras curas medicinais, faziam desaparecer vermilhidões, eczemas e outras infeções cútis. A água também e potável, embora tenha um odor  um tanto forte, é de sabor atraente e leve para o estômago. Próximo a estas águas existia um hotel com o nome de “Hotel das Águas Sulfurosas” de propriedade do Sr. Generoso Vieira Thives. O Hotel era equipado para alojar comodamente seus visitantes. Possuía instalações para banhos quentes e frios. Hoje a fonte, com espaço modesto, com pouca infra estrutura, explora suas vantagens medicinais. A Fonte constitui-se uma grande potencialidade a ser modernamente explorada.

Rio Antinha tinha também algumas industrias como a de Wulf & Cia, fabricante de banha com vasto comércio de fazendas e armarinhos, de Augusto Doerner Ltda., possuía industria de fécula e madeira numa produção anual muito elevada.

 

4.3.   LOCALIDADES:

(por ordem alfabética)

ABISSINIA

ALTO BARRA NOVA

ALTO INDAIÁ

ALTO TRÊS BARRAS

BARRA DO RIO DO CEDRO

BARRA MARACUJA

BARRA NOVA

INDAIÁ

LONDRINA

MARACUJA

PINHAL

RIO ANTINHA

RIO CORRENTE

RIO DE DENTRO

RIO GALEGO

RIO JANGO

RIO LOUCO

SERRA DA BARRA NOVA

SERRA GRANDE

TAMANDUÁ

TIFA DOS DOERNER

POPULAÇÃO

Os primeiros moradores, procedentes do Planalto Serrano, eram gaúchos e Catarinenses. A partir de 1915, chegaram as primeiras famílias de origem alemã, vindas do Sul do estado, mas a todos precedeu uma população indígena. O município foi desmembrado de Ituporanga em 1962, quando possuía 87% da população na zona rural. Pode-se observar um decréscimo proporcional da população rural , decorrente do êxodo. A partir de 1996 o município teve de uma taxa de crescimento negativo em relação ao censo de  2000 de 0,79%, com um pequeno decréscimo da população, de 206  (0,03%)  habitantes. Em Petrolândia  75,58% (4.847) são eleitores.

 

 

 

PETROLANDIA – POPULAÇÃO – 1962-2000

ano

habitantes

Rural

Urbana

total

1962

3.523

431

3.954

1970

 

 

 

1980

5.003

1330

6.333

1996

5.234

1.385

6.619

2000

4.586

1.827

6.413

FONTE: IBGE

 

POPULAÇÃO URBANA E RURAL

Atualmente a  população  de PETROLANDIA, 28% residem na área urbana, e 72% na área rural. Pode-se observar que a partir de 1996 houve uma redução da população urbana e rural.

devido  a evasão dos habitantes para outras  áreas urbanizadas.

 

RESULTADO DOS DADOS DO CENSO 2000

 

PETROLÂNDIA - TOTAL

SUB-TOTAL

TOTAL

Homens residentes

3.307

 

6.413

Mulheres residentes

3.106

 

PETROLÂNDIA - URBANA

SUB-TOTAL

TOTAL

Homens residentes

897

 

1.827

Mulheres residentes

930

 

PETROLÂNDIA - RURAL

SUB-TOTAL

TOTAL

Homens residentes

2.410

 

4.586

Mulheres residentes

2.176

 

 

DENSIDADE

Com base nos dados fornecidos pelo IBGE, a densidade bruta de PETROLANDIA é:

Ano

Densidade demográfica

1970

26,20

1980

26,06

1991

26,67