Contexto histórico do Centro Educacional Perimbó de Petrolândia.

O Centro Educacional Perimbó está situado no centro da cidade de Petrolândia, onde o acesso se dá pela rua Ricardo Taruhn. Está localizado numa colina em meio a Serra Geral, assim como a cidade. É um lugar muito bonito onde podemos vislumbrar a paisagem de praticamente toda a cidade e também de nossa tão bela Serra Grande.
Nossa pequena cidade teve sua emancipação em 1963, num período em que a PETROBRÁS vinha realizando pesquisas petrolíferas em todo o território nacional. Neste período os testes se davam aqui e por coincidência a empresa lacrou três poços perfurados no território que viria a pertencer ao novo município emancipado. Estava se consumando o novo nome do município que até então era a comunidade de Perimbó: “PETROLÂNDIA”.
Desde então as expectativas quanto ao crescimento do lugar foram grandes. Durante este tempo muitos munícipes procuraram outros caminhos, outras pessoas de fora foram acolhidas por aqui, todos fazendo parte do caloroso município de Petrolândia. Nosso município conta hoje com aproximadamente 6.400 habitantes espalhados pelas 22 comunidades que o compõem. O centro é o mais habitado, contando com 28% da população.
Nossa história enquanto entidade educativa, começou com um projeto pioneiro no Estado que foi a nucleação de Escolas. No ano de 1997 nucleou-se no prédio do antigo Cenecista Perimbó sete Escolas isoladas, mais uma turma do centro, oriunda da Escola estadual. As crianças dispunham de transporte escolar para chegar até a nova Escola que criou muito entusiasmo em toda a comunidade petrolandense.
O Centro Educacional Perimbó teve origem no 1º nome do município que significa na língua indígena: “buraco fundo” . Foi criado pela Lei Nº 851/97 de 28 de janeiro, onde passou a receber alunos de sete localidades: Abissínia, Serra Grande, Rio Corrente, Rio do Jango, Rio dos Cedros e Rio Galego e hoje além dessas recebe alunos das localidades de: Londrina, Pinhal, Maracujá, Serrinha, Alto Figueiredo, Rio Louco, Rio de Dentro e Centro. Contou em seu primeiro momento com 152 alunos, dispostos em 6 turmas, quatro matutinas e 2 vespertinas. Junto com a nucleação vieram alguns benefícios: um professor por série, um professor para Educação Física e outro para Artes, merendeira, cozinha equipada, vídeo, transporte escolar, micro-computador, refeitório, uma quadra de esportes, parque infantil e os alunos desfrutavam dessas novidades.
Hoje contamos com uma demanda de 150  alunos, sendo a maior escola da rede municipal, trabalhando com séries iniciais do ensino fundamental, (1º ao 3º ano e 4ª série).
O prédio onde funciona hoje a escola foi construído para ser o hospital do município e devido às modificações ocorridas na época no FUNRURAL passando para INPS, este foi construído em outro local. No entanto, a estrutura que já havia começado foi doado para o CNEC que ajudou a terminar a obra juntamente com a prefeitura. Este seria um colégio particular (CNEC) que fornecia o curso de Técnico em Agropecuária. Depois que surgiu outro curso de 2º grau, mantido pelo Estado, não tendo mais clientela que suportasse os encargos, foi extinto o então curso. O prédio ficou desocupado por um bom tempo.
Quanto à educação municipal, o município de Petrolândia como outros,  mantinham as escolas multisseriadas, que eram agrupamentos aplicados há décadas na educação brasileira, devido a pouca demanda de alunos, gerando um ensino de qualidade duvidosa. Em 1993 iniciou um projeto revolucionário, o da nucleação das escolas. Devido ao número insignificante de alunos existentes em determinadas unidades escolares - na época somavam 22 escolas e eram mantidas pela Secretaria da Educação Municipal no processo de municipalização - e que precisava receber recursos e assistência da Prefeitura Municipal, havendo um desperdício de recursos, tempo e trabalho, pensou-se então em agrupá-los e proporcionar-lhes qualidade. Então, para corrigir essa distorção a secretaria concebeu a “polarização”, que era assim chamado na época, onde as escolas foram desativadas e os alunos transferidos para pólos que foram recebendo infra-estrutura adequada para um ensino diferenciado.
Em 1996, o projeto estava dando certo nas unidades pilotos, então, passou a ser chamado de Nucleação das Escolas, que aconteceu gradativamente, onde se formaram quatro grandes pólos municipais, recebendo alunos de várias localidades do município. Além de a nucleação representar economia para o município teve também uma grande mudança no processo ensino-aprendizagem, onde o aluno juntamente com o professor era autor e construtor de um ensino aprimorado.
O prefeito que iniciou o pioneiro projeto foi o professor Edi Rogério Neto, tendo como secretária da educação a professora Nilva Terezinha Neto, dando continuidade e sustentação a ele o prefeito Melvi Weber que criou a nossa escola: Escola Municipal Perimbó, mantida pela Prefeitura Municipal.
Passados oito anos desde sua criação, nossa Escola conta hoje com a elaboração do PPP feita, digamos modestamente, pela comunidade Escolar, onde a participação se deu efetivamente apenas pelos funcionários. Houve a participação de todos os docentes que nesta unidade trabalhavam na época e também em certas ocasiões os demais funcionários.
Nele está contemplada a história da Escola, nossos objetivos frente a ela, ao mundo, aos alunos, a comunidade. Os recursos e espaços físicos e a filosofia desta.
Procuramos dentro da teoria estabelecida chegar a prática. O que propomos ainda é uma meta a alcançar, mas podemos dizer que passamos o meio do caminho.
Temos nossos alunos como seres capazes de conduzir a sociedade à transformação. Todos já trazem um certo conhecimento de mundo para a escola e aqui precisam de mais informação, de estímulo, perpassando seus processos de constituição enquanto seres humanos a fim de aumentarem seu conhecimento enquanto cidadãos.
Nosso PPP foi construído com uma boa bagagem bibliográfica. Consultamos LDB, Proposta Curricular de Santa Catarina, As leis Municipais, também os PCNs, e de uma forma ou de outra, todos são do conhecimento destes profissionais.
Quanto às paradas pedagógicas elas ocorrem, mas de uma maneira um pouco indiferente ao processo proposto por nós professores no PPP. As paradas são as ditas para o planejamento, porem o planejamento ocorre de forma fragmentada onde se reúnem professores por turma 1º, 2º, 3º  anos;  4ª série e educação infantil, cada equipe destas, programa sua atividade por disciplina para suas turmas e não há um envolvimento coletivo como é o proposto na maioria dos PPPs das Escolas. Claro que é enriquecedor a troca com colegas de mesma turma, mas é muito pouco pelo que propomos.
Na parte de organização administrativa contamos com: uma professora efetiva nomeada diretora . Quatro professores efetivos quarenta horas, dentre estes  um de educação física. Também uma professora de artes  act. Temos uma merendeira e duas  zeladoras, contando então com 11 funcionários.
A maioria dos docentes bem como a diretora tem de graduação.
Por ser a maior Escola do município contamos com salas um pouco cheias, tendo em média 25 a 30 alunos no período matutino com um desdobro neste ano e em média 20 alunos no período vespertino.
Contamos na Escola com vídeo cassete, televisão, parabólica, retro - projetor, computador, impressora, mimeógrafos, mesa de ping-pong, quadra esportiva e o material pedagógico são fornecidos pela secretaria da educação.
Contamos na Escola com vídeo cassete, televisão, parabólica, retro - projetor, computador, impressora, mimeógrafos, mesa de ping-pong, quadra esportiva e o material pedagógico são fornecidos pela secretaria da educação.
Quanto à informação possuímos uma biblioteca municipal, mas conta somente com acervo enciclopédico, possui internet. Algumas pessoas, famílias contam com assinatura de jornal, revistas, acesso á internet, porem a maioria da população não dispõe de tais informações, é somente televisão, rádio e bate-papo mesmo, algumas vezes são enviados pelos alunos o jornal da região. As escolas municipais contam com assinatura da revista Nosso Amiguinho e temos a circulação do jornal da região A Comarca.
A participação da família é restrita na escola, porém, contamos com uma boa parcela comparecendo quando acontecem  homenagens, ou colaboração com arrecadação, entre outros. 
Nossas reuniões docentes são estipuladas pela secretaria, na Escola acontecem as reuniões com a APP, geralmente a cada mês.
Nossa Escola possui quatro amplas salas de aula, uma sala de informática , uma sala de professores, uma de documentações, uma cozinha, um refeitório, banheiros femininos e masculinos, uma quadra de esportes e uma grande área aberta em volta da Escola onde as crianças brincam. Como podemos perceber hoje a falta de espaço, porem quando iniciou dava plenas condições de uso. Mesmo assim fica num lugar seguro, pois a pouco tráfego, pois fica numa colina acima da cidade, disponibilizando segurança a todos.
De uma maneira geral todos os docentes tem um certo tempo de serviço no magistério. Nossa prática se da de maneira planejada, apesar de fragmentada, mas planejada. Como já dissemos anteriormente estamos na busca da concretização de nosso PPP quanto ao método sócio construtivista.
Nosso método avaliativo ocorre durante todo o processo acompanhando o aluno e buscando a concretização dos objetivos frente a estes. Realizamos provas de verificação, pois não há outro método de nos avaliar e ao aluno sem esta. No final de cada bimestre temos a nota final.
Podemos dizer que nossos conteúdos atendem as necessidades das crianças, conseguimos por vez ou outra desencadear um envolvimento interdisciplinar, mas por enquanto podemos dizer que nossos trabalhos são multidisciplinares.
Nossa clientela por atender as séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série) está entre os seis e em alguns casos até os treze anos de idade. No geral essas crianças são oriundas de famílias de classe pobre á média, sendo que  algumas famílias moram mais de vinte quilômetros de distância da unidadade.
Nossos pais sentem a importância que a escola tem para seus filhos, e muitas vezes, esta mesma Escola tem de servir até de pai, mãe, médico, enfermeiro, psicóloga e assistente social.
O que fazer frente a tudo isto? 
É aí que nos deparamos com o compromisso assumido frente a educação. Analisemos bem a nossa importância frente à comunidade e o mundo em geral. É a partir destas reflexões que nossas mudanças começam. E começam com embasamento teórico, com fundamentação, e com boas perspectivas para o futuro, afinal nós somos os agentes transformadores da história.
 
 
E estamos aí!          
 

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